Vias de Mauá recapeadas em abril apresentam problemas

Moradores da Vila Carlina, em Mauá, sofrem para circular pelo bairro. Apesar das vias terem sido recapeadas no final de abril deste ano, já apresentam problemas como buracos e pó. Enquanto moradores reclamam da reforma mal feita pela Prefeitura de Mauá, a Administração culpa o aumento do fluxo de caminhões em razão do Rodoanel.

“A Prefeitura recapeou muito mal. O serviço foi feito e, menos de uma semana depois, o asfalto já era. Para passar pelas vias, temos de pegar a contramão”, reclama o comerciante Antonio Soares da Silva, de 62 anos, morador no bairro há mais de 40 anos.

Uma das vias reclamadas é a Estrada Guaraciaba, uma das alças de acesso ao Rodoanel. A rua apresenta buracos, rachaduras e em alguns pontos há a impressão de que o asfalto está se desfazendo, especialmente na altura do número 659.

Em nota, a Prefeitura informa que irá refazer o recapeamento da Estrada Guaraciaba e justifica que o problema foi causado porque “o trânsito pesado influi diretamente no aparecimento destas falhas, pois o volume de veículos pesados que trafegam pela via é muito grande, já que a rota dá acesso direto ao Rodoanel”.



O morador Antônio Soares da Silva, porém, contesta a explicação. “Passa caminhão, mas o serviço foi mal feito. Por que o trecho do Rodoanel não estoura?”, questiona o morador ao referindo os 30 metros iniciais da Estrada Guaraciaba recapeados pelo governo do Estado e sem problemas até o momento.

Ainda de acordo com a Administração, desde novembro do ano passado o ProRecape (Programa Municipal de Recapeamento) investiu R$ 22 milhões na manutenção de 60 km de 110 ruas e avenidas da cidade. Entretanto, quem passa pela rua Luiz Varin também constata problemas. “Já faz 34 anos que a rua está assim. Arrumam, arrumam, arrumam, mas no fundo eles não arrumam nada. Só em ano de eleição que alguma providência é tomada”, diz Valdirene Salviano Teixeira, 40 anos, ajudante de cozinha.

De acordo com a moradora, a Prefeitura de Mauá usou um raspador de asfalto na via há 15 dias e, desde então, não deu continuidade à obra. Para Valdirene, isto significa negligência e risco de acidente. “Quando os carros descem do Rodoanel sentido bairro parece que vão tombar. Ninguém aguenta mais o pó causado pela via não concluída”, reclama a moradora.

Fonte: Repórter Diário





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